Liderança diretiva: quando o líder precisa assumir o comando

Bruna Hartmann • 20 de janeiro de 2026

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    A liderança diretiva costuma gerar reações ambíguas no mundo corporativo contemporâneo, uma vez que hoje se valoriza muito mais a autonomia, a colaboração e a escuta ativa, o que faz com que estilos mais participativos prevaleçam cada vez mais. 

    Ainda assim, a liderança diretiva continua sendo necessária e estratégica em situações específicas, já que o problema não está no estilo em si, mas no seu uso inadequado ou excessivo. 

    Este artigo explora quando adotar a liderança diretiva, suas características, diferenças em relação à liderança participativa e seus principais prós e contras.

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    O que é a liderança diretiva?

    A liderança diretiva é um estilo de liderança no qual o líder assume um papel central nas decisões ao definir claramente o que deve ser feito, como, quando e por quem. Nesse modelo, há baixo nível de participação da equipe na definição de metas, processos e estratégias, e alto grau de orientação, controle e acompanhamento por parte do líder.

    Assim, esse estilo está fortemente associado à clareza de papéis, à padronização de processos e à rapidez na execução, com tarefas delegadas de forma objetiva e com expectativas bem definidas. Aqui, a comunicação tende a ser direta, estruturada e focada em resultados imediatos.

    No entanto, é importante diferenciar a liderança diretiva da liderança autocrática, ou autoritarismo. Enquanto este último ignora pessoas e contextos, a liderança diretiva, por outro lado, quando bem aplicada, é situacional, temporária e orientada a tarefas.

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    Quando adotar a liderança diretiva?

    O modelo diretivo faz parte dos quatro tipos de liderança descritos por Martin Evans e Robert House na Teoria da Meta e do Objetivo, desenvolvida nos anos 1970. Essa teoria leva em consideração dois fatores principais que influenciam o estilo de liderança: as características pessoais dos colaboradores e as demandas e pressão do meio. 

    Com isso, a partir do entendimento de que existem diferentes tipos de liderança, e de que cada um deles apresenta um contexto específico no qual se obtêm melhores resultados, percebe-se que a liderança diretiva não deve ser o estilo padrão em qualquer situação, mas é altamente indicada em cenários específicos, tais como:

    Situações de crise ou emergência

    Em momentos de crise, como falhas operacionais graves, incidentes de segurança, problemas reputacionais ou riscos financeiros, sabe-se que o tempo é um fator crítico. Nessas situações, não há espaço para longos debates ou decisões compartilhadas. Assim, a liderança diretiva permite fornecer respostas rápidas e coordenadas, reduzir ambiguidades e centralizar as decisões críticas. Essa postura do líder diretivo oferece segurança à equipe sob estresse ao assumir a responsabilidade e orientar o caminho.

    Equipes inexperientes ou recém-formadas

    Quando a equipe é composta por profissionais com pouca experiência, recém-contratados ou em início de carreira, a liderança diretiva pode ser fundamental para estabelecer padrões de desempenho, ensinar processos e boas práticas e evitar erros básicos que geram retrabalho.

    Nesses casos, a diretividade funciona como um par de rodinhas extras para a bicicleta, ajudando no início, mas sendo retirado à medida que a maturidade e experiência do time aumentam.

    Ambientes altamente regulados ou com risco elevado

    Setores como saúde, indústria, aviação, energia, finanças e compliance, por exemplo, operam sob normas rígidas e protocolos claros. Ou seja, o descumprimento de regras pode gerar impactos sérios para pessoas e organizações, o que mostra um cenário potencial para se aplicar o modelo diretivo de liderança.

    Dessa forma, a liderança diretiva é indicada quando há procedimentos obrigatórios a seguir, quando o erro não é aceitável e quando a padronização e a precisão são essenciais para a segurança da operação.

    Diferença entre liderança diretiva e liderança participativa

    A principal diferença entre os dois estilos de liderança, diretiva e participativa, está no nível de envolvimento da equipe nas decisões, de maneira que nenhum estilo é melhor de forma absoluta. Enquanto a diretiva é mais hierárquica e centralizada, a participativa é mais colaborativa. 

    Ambas já tiveram efeitos positivos comprovados quando aplicadas em diferentes empresas, então o líder eficaz é aquele que adapta o seu comportamento ao contexto, à tarefa e à maturidade da equipe.

    Levando em consideração colaboradores em chão de fábrica, por exemplo, em uma indústria com rotina fixa e muita repetição de tarefas, pesquisas revelaram que pessoas mais dogmáticas preferiam a abordagem diretiva, enquanto outras gostavam mais de um estilo não diretivo. 

    Já em situações nas quais as tarefas são mais ambíguas ou não estão ainda bem definidas, mesmo em cargos mais altos, a preferência pela liderança diretiva foi unânime. Um outro estudo revelou ainda que a liderança diretiva aumenta a eficiência dos times, mas diminui a criatividade e a adaptabilidade, enquanto a liderança participativa tem o efeito contrário.

    Em resumo, cada um dos tipos de liderança tem seus prós e contras, e situações nas quais funcionam melhor. Assim, conhecer cada um deles é importante para encontrar aquele que mais se encaixa para cada time, momento e contexto em que se encontra.

    Vantagens e desvantagens da liderança diretiva

    Algumas das principais vantagens da aplicação do modelo diretivo de liderança incluem o desenvolvimento de uma comunicação clara, uma vez que todos os membros sabem o passo a passo necessário para realizar cada tarefa, principalmente no caso de equipes pouco experientes.

    Além disso, as regras estabelecidas por esse estilo de liderança também fornecem uma estrutura bem definida que se mantém facilmente dentro de regulamentações específicas de segurança, por exemplo, que possam ser aplicáveis àquela empresa.

    Ainda, decisões rápidas são tomadas caso seja preciso, já que as escolhas ficam centralizadas em uma só pessoa. Por outro lado, essa centralização pode se tornar improdutiva caso o ambiente de trabalho dependa de colaboração e trabalho em equipe.

    Por isso, a liderança diretiva não é bem aceita no mundo corporativo, o que leva líderes a buscarem uma abordagem que utiliza menos práticas autocráticas e mais empatia, inteligência emocional e que desenvolva e fortaleça boas relações no trabalho.

    Conclusão

    Adotar a liderança diretiva faz sentido quando o contexto exige rapidez, clareza, segurança ou padronização, como em momentos de crises, equipes inexperientes ou ambientes regulados. Nesses casos, esse estilo se mostra não apenas útil, mas necessário para obter resultados eficazes.

    No entanto, a liderança diretiva perde força quando aplicada de forma contínua e indiscriminada, ou seja, o líder contemporâneo é desafiado a usar esse estilo com consciência, intenção e limite, combinando-o com abordagens mais participativas à medida que o contexto evolui.

    Portanto, percebe-se que liderar bem não significa escolher um único caminho ou um estilo imutável de liderança, mas saber quando conduzir com sabedoria, sabendo se adaptar de acordo com cada situação e com as pessoas nela envolvidas.

    Perguntas frequentes sobre liderança diretiva

    O que é liderança diretiva?

    Liderança diretiva é um estilo de liderança em que o líder assume o comando das decisões e orienta o time com clareza, definindo o que deve ser feito, como, quando e por quem. É marcada por foco em execução, padronização e resultados imediatos.

    Liderança diretiva é a mesma coisa que liderança autocrática?

    Não. A liderança autocrática tende a ser autoritária e ignora contextos e pessoas. Já a liderança diretiva, quando bem aplicada, é situacional e temporária, usada para orientar tarefas e garantir clareza — sem necessariamente desrespeitar ou diminuir o time.

    Quando a liderança diretiva é recomendada?

    A liderança diretiva é recomendada quando a situação exige rapidez, coordenação e controle, como em crises, em equipes inexperientes ou em ambientes altamente regulados, onde seguir processos e evitar erros é essencial.

    Qual a diferença entre liderança diretiva e liderança participativa?

    A diferença principal está no nível de participação da equipe nas decisões. A liderança diretiva é mais centralizada e orientada a execução, enquanto a liderança participativa é mais colaborativa e envolve o time na construção de soluções e estratégias.

    Liderança diretiva é melhor do que liderança participativa?

    Não existe “melhor” de forma absoluta. A liderança diretiva tende a ser mais eficaz quando há urgência, risco ou pouca clareza. Já a liderança participativa costuma funcionar melhor quando o objetivo é engajar, desenvolver autonomia e estimular criatividade.

    Quanto tempo um líder deve manter uma postura diretiva?

    O tempo deve ser o mínimo necessário para estabilizar a situação. Conforme o time ganha maturidade e o cenário se torna menos crítico, o líder pode reduzir a diretividade e abrir mais espaço para autonomia e participação.

    A liderança diretiva pode ser usada junto com outros estilos de liderança?

    Sim. A liderança mais eficaz é situacional: o líder alterna diretividade, participação e suporte conforme o desafio, o nível de clareza da tarefa e a maturidade do time, equilibrando execução e desenvolvimento.

    💡Quer saber mais sobre liderança diretiva? Confira as fontes consultadas para este artigo:


    Por Bruna Hartmann

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